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18 de Maio

18 de Maio

DIA 18 DE MAIO – DIA NACIONAL DO ENFRENTAMENTO AO ABUSO E À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES E DIA NACIONAL DA LUTA ANTIMANICOMIAL.

Por que o dia 18 de maio é um dispositivo de formação e mobilização social para o Camará? Muito da nossa história se entrelaça com a luta marcada por esse dia.

O Camará foi fundado por trabalhadores e militantes da Luta Antimanicomial e Movimentos da Infância no ano de 1997, estando sediado no município de São Vicente, São Paulo. Naquele momento estas pessoas pensavam em propor pensamentos, estratégias e acompanhamentos que colocassem em diálogo a formação da infância e da adolescência em tempos de mudança de paradigmas na perspectiva do cuidado em saúde. Nestes quase 20 anos de existência vem desempenhando ações de âmbito local, regional e nacional que tem influencia dessa temática.

Adotamos como referências teórico-metodológicas para a prática nos territórios a Pedagogia Social e a Educação Popular, no campo da educação, e o Acompanhamento Terapêutico, no campo da saúde.

 

Desde sua fundação, compreendemos a importância de integrar as instâncias de formulação e controle social de políticas públicas, bem como contribuir com a construção de referências metodológicas e educação permanente de trabalhadores sociais.

Parte da nossa história e do nosso trabalho dialoga diretamente com essa temática e, esse dia, que marca essa luta, se faz um dispositivo de formação para dialogarmos, pensarmos criticamente a respeito de como cuidar das pessoas que se encontram nessas posições vulneráveis. Anualmente, todos os coletivos do Camará passam por esses processos e promovem encontros e eventos para marcar e pautar essa luta na agenda da política pública da cidade, da baixada santista, e do estado, como ainda compor com a agenda nacional.

LINHA DO TEMPO
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1998 – Executou o projeto ‘’As Meninas’’, financiado pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, com o objetivo de realizar acompanhamento psicossocial de 20 meninas em situação de exploração sexual.

2000 – Participou do Encontro de Natal/RN, no mês de junho, junto a um grupo de organizações governamentais e não governamentais, para construção do Plano Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes.

2001 – Participou da criação e coordenação do Movimento PACTO São Paulo, rede de organizações governamentais e não governamentais articuladas para o Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes no estado de São Paulo; Contribuiu com a elaboração da proposta metodológica do Programa SENTINELA, 1º programa governamental estruturado para o atendimento às situações de exploração sexual de crianças e adolescentes.

2002 – Publicação do Caderno de Pesquisa ‘’Pegadas e Sobras: perfil psicossocial de adolescentes atendidas em projeto de prevenção e enfrentamento da exploração sexual infanto-juvenil’’.

Reedição do projeto ‘’As Meninas’’ com financiamento da WCF (atual Instituto Childhood), ampliando o acompanhamento de meninas em situação de exploração sexual . O projeto foi desenvolvido até o ano de 2006, contado com o financiamento da UNESCO e UNICEF.

2003 – O Instituto passou a integrar a equipe de consultoria do Programa de Ações Integradas e Referenciais de Enfrentamento à Violência e Exploração Sexual no Território Brasileiro – PAIR, coordenado pela Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, participando ativamente do processo de construção da matriz metodológica do PAIR  e desenvolvendo ações de formação e assessoria técnica em vinte estados brasileiros e em outros países da América Latina, de 2003 a 2013.

 

2005- Contribuiu com a produção do livro ‘’Meninas da Esquina:  diários dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes do Brasil’’, de autoria da jornalista Eliane Trinidade.  O livro inspirou a produção do filme ‘’Sonhos Roubados’’, de Sandra Werneck, lançado em 2009.

2006- Realizou formação sobre enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes  com os coletivos que compõem o Bloco EURECA – Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente, cujo tema do ano era ‘’EURECA na luta contra o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes’’. No mesmo ano coordenou a realização da primeira manifestação do Bloco EURECA em São Vicente.

Link: https://www.camaracalunga.com/eue.

 

De 2006 a 2009 realizou o projeto ‘’Apareceu a Margarida: ação comunitária para o enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes’’, tendo por objeto o enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes, por meio da estratégia do acompanhamento psicossocial de adolescentes e suas famílias, articulação e fortalecimento da rede local de proteção social e garantia de direitos, e ainda a participação na construção de políticas públicas de proteção às crianças e adolescentes. Nesse período contou com financiamento da UNESCO – Criança Esperança, CMDCA de São Vicente - Petrobrás, ABRINQ e instituto HSBC Solidariedade.

2007 – Em parceria com a Organização Internacional do Trabalho - OIT, realizou o projeto "Dança do Ventre", com base no Método AIUA, tendo a dança como dispositivo de reflexão e cuidado.

 

2008 - Participou da organização do ‘’III Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes’’ realizado no Rio de Janeiro. A então adolescente, Michelle Lima, foi eleita pelo grupo de 300 jovens do Brasil e do mundo para a leitura do documento final do congresso. 

No mesmo ano, a equipe do Instituto participou da construção do ‘’Caderno de fluxos operacionais sistêmicos para a garantia dos direitos humanos de crianças e adolescentes’’, coordenada pela Associação Brasileira de Magistrados, Promotores e Defensores Públicos – ABMP.  

Participantes dos coletivos do Instituto integraram o Comitê Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes, na condição de Ponto Focal do Estado de São Paulo, até 2013.

2009- Participou da pesquisa sobre desaparecimento e exploração sexual de crianças e adolescentes – Projeto Caminho de Volta – desenvolvida pela equipe da Faculdade de Medicina da USP que gerou, em 2011, a publicação do livro ‘’Caminhos de Volta: desaparecimento e exploração sexual de crianças e adolescentes’’, de autoria de Gilka Gattás, Claudia Figaro-Garcia e Tatiana Landini.

Participou ativamente do Fórum Social Mundial, em Belo Horizonte, realizando oficinas culturais apoiadas pela OIT.

2011 – No 18 maio criou e coordenou a realização do  jogo ‘’18 de maio: das Vulnerabilidades à Participação – o Clube dos Saberes’’, reunindo mil e duzentas pessoas no Centro de Convenções de São Vicente, para uma experiência coletiva e horizontal, de reflexão e troca de saberes.

2012 - A partir deste ano o Instituto, inspirado pelo poeta Manoel de Barros, passa a descentralizar sua prática para o fortalecimento da convivência nos territórios. Fortaleceu o trabalho nos locais vulnerabilizados de São Vicente, a partir de dispositivos coletivos de análise, repensando a noção de representação e compreendendo que a elaboração de propostas de ações concretas devem ser coletivas e não individuais. Daqui em diante, as temáticas do 18 de Maio passam a ser transversais aos encontros e formações realizadas pelo Instituto, com ações locais e manifestações anuais alusivas à data. A participação em eventos começa a ser realizada com delegações, em viagens de formação.

Em parceria com a ONG Taba do município de Campinas realizou o projeto 18 de maio: das vulnerabilidades à participação, em alusão ao Dia Nacional da Luta Antimanicomial e dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

2013 - Participou do I Fórum Mundial de Direitos Humanos, em Brasília/DF, com uma delegação de 41 pessoas, entre crianças, adolescentes e educadores, realizando três oficinas formativas.

2014 - Em fevereiro, participou com uma delegação de 45 pessoas, entre crianças, adolescentes, educadores e familiares, do Fórum Social Temático em Porto Alegre/RS. 

Em julho, com uma delegação de 21 pessoas, entre crianças, adolescentes, educadores e familiares, participou do Fórum Regional de Educação Popular - FREPOP, em Lagarto/SE.

As viagens foram realizadas com apoio da Faculdade Latino Americana de Ciências Sociais / Flacso Brasil.

2015 - O Instituto recebeu em Belo Horizonte/MG o XVIII Prêmio Nacional de Direitos Humanos, conferido pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos - MNDH ‘"em reconhecimento às ações de promoção e defesa dos direitos humanos no Brasil". A delegação desta viagem contou com 45 participantes, entre crianças, adolescentes, educadores e familiares.

2018 – Participou com uma delegação de 45 pessoas entre crianças, jovens e educadores, da 8ª Conferência Latino Americana de Ciências Sociais e do 1º Fórum Mundial do Pensamento Crítico em Buenos Aires, Argentina.

2019 – Recebeu o ‘’11º Prêmio Carrano Bueno de Luta Antimanicomial e Direitos Humanos’’, com a participação de 15 participantes do Instituto, entre crianças e educadores, em São Paulo/SP.

Recebeu o "8º Prêmio Patrícia Acioli" da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro - AMAERJ.

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