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COLETIVOS

ASSEMBLÉIAS

ASSEMBLÉIAS

"Um método inspirado na roda com que os pedagogos construtivistas iniciam o dia de trabalho nas escolas. E também na roda de samba, na do camdomblé e na da ciranda em que cada um entra com sua disposição e habilidade sem desrespeitar o ritmo do  coletivo. O Método da Roda: A roda como espaço democrático, um modo para operacionalizar a co-gestão. Mas também a vida girando e se movimentando, sempre: a roda". (Campos, 2000).

Acreditamos e reconhecemos a potência que a Roda trás para a disposição dos nossos encontros. É mais do que uma organização geográfica, mas cartográfica, afetiva, de disponibilidade para o encontro. A roda está presente na abertura e no fechamento de todos os encontros realizados com o nosso coletivo, quando ela em si só já não é toda a atividade. A abertura da roda coloca em movimento as produções e as expressões das vidas que convivem e experimentam outros mundos conosco. A roda é dispositivo de cuidado e de gestão, é princípio político e metodologia, é a disponibiidade para que as forças e os fluxos que compõe as violências e as violações sejam colocadas no centro e desembaralhadas pela atuação de todos os membros, na coletivização e no fortalecimento de nossas ações e produções. O método da roda é uma convocação para a presença.

Ancorados nesse método que nossas assembleias comunitárias acontecem. Semanalmente, com crianças, adolescentes e familiares envolvidos nos projetos, como ainda representantes da rede de educação, saúde e assistência e conselho tutelar.

Nelas, fazemos o exercício de gestão dos projetos. As assembleias semanais são a principal ferramenta de participação política das crianças e adolescentes, tanto do que diz respeito à organização e execução dos projetos aos quais elas são integrantes, como do Camará. E numa perspectiva sistêmica, intenta disparar a conscientização e coletivização dos ambientes em que as crianças e adolescentes estão inseridas para além dos nossos projetos. A assembleia funciona como um disparador e um exercício constante de grupalidade e democracia, espaço de trocas e experimentação política e de ativismo frente às organizações que atravessam e tangem a vida das famílias dos territórios.

As assembleias são dispositivos que preparam e iniciam as crianças e adolescentes a ocupar lugares de fala e de expressão na sociedade, nas instituições a que elas são submetidas como principalmente a escola, mas ainda a própria família e sua comunidade. São nas assembleias que as organizações e preparações políticas para a esfera macro-institucional também acontecem, pois é no espaço da roda que as posições políticas do Camará são marcadas e discutidas e  são construídas coletivamente estratégias para o enfrentamento das opressões e marginalizações, além de fazer resistências por uma visibilidade que fortaleça o coletivo.

O projeto reconhece as crianças como agentes importantes e necessários para a vida macro política da cidade e da sociedade, investe em experiências em que elas exercitem reivindicações pelos seus direitos e assumam papéis de fala resistindo ao espaço de subalternização que a marginalidade social as impõe. O projeto intenta ainda analisar com elas seus cotidianos e ir reconhecendo os fatores que compõe e acarretam a violação dos direito e as condições não-dignas as quais elas habitam e vivem em seus territórios. Reconhecer a política da vida cotidiana e fazer dela um ato político de resistência e ativismo.