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SERVIÇOS DE CONVENIÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VINCULOS

O Camará executa a política de Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos nos bairros Centro, Vila Margarida, Sambaiatuba e Conjunto Residencial Tancredo da cidade de São Vicente.

O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos oferece um espaço coletivo de convivência social voltada ao desenvolvimento de potencialidades dos jovens e formação educativa para a atuação crítica e participativa na sociedade. Orienta-se para a valorização de experiências corpo a corpo, a expressão e a comunicação social. A proposta é realizar ações de mobilização social fundamentadas nas temáticas de promoção e defesa de direitos humanos de crianças e adolescentes, sendo estes temas os disparadores do processo de organização dos eventos e da trajetória educativa dos participantes. Conforme a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, reimpressão 2014, o serviço se realiza em grupos, organizados a partir de percursos, de modo a garantir aquisições progressivas aos seus usuários, de acordo com o seu ciclo de vida, a fim de complementar o trabalho social com famílias e prevenir a ocorrência de situações de risco social. Forma de intervenção social planejada que cria situações desafiadoras, estimula e orienta os usuários na construção e reconstrução de suas histórias e vivências individuais e coletivas, na família e no território. Organiza-se de modo a ampliar trocas culturais e de vivências, desenvolver o sentimento de pertença e de identidade, fortalecer vínculos familiares e incentivar a socialização e a convivência comunitária. Possui caráter preventivo e proativo, pautado na defesa e afirmação dos direitos e no desenvolvimento de capacidades e potencialidades, com vistas ao alcance de alternativas emancipatórias para o enfrentamento da vulnerabilidade social.

Deve prever o desenvolvimento de ações intergeracionais e a heterogeneidade na composição dos grupos por sexo, presença de pessoas com deficiência, etnia, raça, entre outros. Possui articulação com o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), de modo a promover o atendimento das famílias dos usuários destes serviços, garantindo a matricialidade sociofamiliar da política de assistência social.

Está organizado por faixas etárias e pelos seguintes eixos orientadores:

· Convivência Social; · Direito de Ser; · Participação.

A metodologia adotada reconhece as crianças e adolescentes como agentes importantes e necessários para a vida macro política da cidade e da sociedade, investe em experiências em que elas exercitem reivindicações pelos seus direitos e assumam papéis de fala resistindo ao espaço de subalternização que a marginalidade social as impõe.

“Fortalecer as crianças, apresentar uma nova maneira de se relacionar com o mundo, muitas vezes coloca a criança em conflito com seu mundo afetivo, o qual, por mais violento e desestruturado que seja, é o mundo que ela conhece e gosta. (...). Aos poucos, a liberdade de escolha entre várias atividades ou a simples não atividade, a possiblidade de viver uma atrapalhação natural de sua história sem ser reprimida ou julgada por atos desconexos, levam a criança a se envolver com o fazer. Começa aí um trabalho de escolha, de concentração, de coordenação motora, de se mostrar no trabalho feito, nas dificuldades e no imenso orgulho e satisfação(...). Sim, aqui as crianças constroem e ocupam um novo espaço.” (Ateliê Acaia, 2003).

“Recebemos a criança e mais do que nos preocuparmos com ideias pré-concebidas sobre como deve ser a vida saudável de uma criança, temos que olhar e nos abrir para aquele menino e aquela menina que está batendo à nossa porta. É preciso cuidado ao julgar as atitudes dos meninos e meninas e resistir ao primeiro impulso de utilizar parâmetros distantes da realidade dessas crianças, realidade que só conheceremos se ficarmos de olhos e ouvidos bem abertos”(Ateliê Acaia, 2003)