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COLETIVOS

CO GESTOR

QUARENTENÁRIO

Coletivo

"O desafio de construir um método que simultaneamente analisasse e lidasse com a produção de coisas e de pessoas . O objetivo  desse trabalho: isto. Repensar o significado e o modo como se organiza esse trabalho. Entendê-lo com uma dupla finalidade: produzir bens e serviços necessários ao público, mas também cuidar da constituição do sujeito e dos coletivos. O trabalho significando não somente um meio para assegurar sustento material, mas também implicado com a própria constituição das pessoas e de sua rede de relações: equipes, grupos, organizações, instituição e sociedade.

Um esforço de crítica e de síntese. Uma crítica às concepções dominantes sobre modos para analisar e gerir o trabalho em equipe. A ideia de que a gestão é uma tarefa coletiva - sistemas de co-gestão - e não somente uma atribuição de minorias poderosas ou de especialistas.

O exercício do co-governo dependente da produção simultânea de espaços coletivos que cumpririam três finalidades básicas:

- Uma clássica , de administrar e planejar processos de trabalho objetivando a produção  de valores de uso;

- Outra de caráter político, a co-gestão como uma forma de alterar as relações de poder e construir a democracia em instituições;

- E ainda uma pedagógica e terapêutica. A capacidade que os processos de gestão tem de influir sobre a constituição de sujeitos. Essa potência específica da co-gestão de influir sobre a produção de subjetividade será denominada nesse trabalho de fator Paideia. Os Espaços Coletivos também como lugar de reflexão crítica, produção de subjetividade e constituição de sujeitos." (Campos, 2000).

 Esse conceito fornece a ancoragem para a oferta e a sustentação dos processos de formação crítica e de cuidado que o projeto propõe. Incluímos  a participação de um coletivo co-gestor que assume compromissos e responsabilidades com o planejamento, a execução e o monitoramento do plano de trabalho.

O conceito de Espaços Coletivos está na base e dá sentido às experiências de análise  e tomada de decisões: reuniões de planejamento, assembleias, participação em conselhos de políticas públicas, audiências públicas e manifestações.

Cuidar e formar, refletir e agir: tais são nossos propósitos e compromissos.

Atividades do grupo acontecem uma vez por semana, com metodologia de autogestão. Debates com temática específica ou intervenções transversais a atividades com outros temas; exibição de filmes; trocas de experiência com coletivos, movimentos sociais e ONGs que trabalham com temáticas comuns. Enquanto espaço formativo, o grupo também preconiza o debate acerca das relações e conceito de gênero assim como a identidade sexual, no sentido de desconstruir o preconceito e promover uma convivência não violenta entre diferentes.

Os debates sobre o conceito de gênero e sobre identidade e orientação sexual vêm ganhando visibilidade e força nas últimas décadas, criando espaços fora do ambiente acadêmico e dos movimentos sociais, mais especificamente nas políticas públicas (podemos citar a promulgação da Lei Maria da Penha, o Programa Brasil sem Homofobia, O Programa de Combate à violência e à discriminação contra LGTB, entre outros). Nos últimos anos vem se acirrando as discussões sobre se se deve ou não discutir sobre tais temas na escola formal, na qual grupos com diferentes perspectivas afirmam diferentes concepções. As instituições escolares, como qualquer instituição formadora, são espaços de convivência e relação social, desempenhando assim um papel de destaque no que tange à produção e reprodução das expectativas em torno dos gêneros e das identidades sexuais.

 

Observa-se nestas instituições e na sociedade em geral, uma forte vigilância em relação às expectativas de gênero e preconceito em relação à mulher e às identidades sexuais que fujam da heterossexualidade, evidenciados pelos grandes índices de violência a essas populações.  Por esta razão, a UNESCO decidiu se posicionar como defensora da educação sexual e de gênero nas escolas como forma de prevenir o aumento deste tipo violência. Neste sentido, entendemos que é necessário promover debates acerca destas concepções, assim como garantir a defesa dos direitos de minorias, como as mulheres e a população LGBT. Fazemos isso através do grupo de adolescentes que acontece com a junção dos adolescentes de ambos os territórios, nos quais os educadores se posicionam somente enquanto mediadores pois todo o processo formativo do grupo também acontece na sua proposta de autogestão, onde os próprios adolescentes são responsáveis pela proposição e condução dos temas, contribuindo com a forma com que serão abordados e os materiais escolhidos enquanto apoios.