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Democracia fragilizada na América Latina interfere na infância e juventude

September 1, 2017

 

A fragilidade da democracia e a ausência de identidade dos povos da América Latina foram as principais percepções que o psicólogo Cássio Viana trouxe na mala, após participar da VII Escuela Internacional de la Red Iberoamericana de Posgrados en Infancia y Juventud, em Tegucigalpa - Honduras. O educador social apresentou as experiências produzidas pelo Camará no Brasil. Os resultados do encontro, que reuniu acadêmicos e formuladores de políticas públicas de, pelo menos, 10 países foram considerados positivos.

 

“Foi um processo muito intenso de formação e troca. O Camará apresentou suas experiencias ao longo de três dias de trabalho a partir de diferentes perspectivas. Caracterizamos a cidade, a conjuntura política nacional e municipal, nossos aspectos metodológicos e epistemológicos. A inscrição foi feita pelo projeto Nossa Escola é em Todo Lugar, mas não se limitou a essa experiência. Como o Camará não limita os projetos, levei muitas referências produzidas ao longo de nossa história de 20 anos para poder compartilhar”, disse Viana. O psicólogo utilizou vídeos e documentários para ilustrar o trabalho desenvolvido pela organização.

 

Durante o encontro, teses, dissertações e relatos de experiências se entrelaçaram. “Ouvimos um pouco das pesquisas que eles estão produzindo, dialogando sobre a perspectiva latinoamericana de análise conjuntural e política da infancia e juventude na região. A gente produzia todo o conhecimento a respeito dos nossos trabalhos e o que dá para fazer junto como,por exemplo, as interlocuções de uma tese de doutorado na Argentina com o trabalho que o Camará executa. Fizemos essas amarras produzindo textos e artigos para serem publicados e divulgados”, comentou o educador.

 

A atual situação política do Brasil foi destacada pelos participantes. “O Brasil foi apontado várias vezes como país que precisa ser olhado, pois está vivendo um golpe preocupante. Eles entendem como golpe de estado e que a juventude brasileira está alienada em relação a esse processo. Questionaram muito o porquê de o Brasil não ter percebido que o processo de golpe tem influência norte-americana”, destacou Viana.

Além do Brasil, países como Venezuela e Argentina vivenciam situação política delicada. 

 

A fragilidade da democracia na América Latina também foi discutida entre os participantes do evento. “São povos muito marcados pela colonização. Povos sofridos pelo processo de colonização que não passa. Uma economia dependente e que tem pouco fortalecimento. Senti que os processos estavam dizendo de um mesmo lugar. De países que estão tendo sua infância e juventude dizimadas. E como a gente fortalece os processos democráticos? A gente bateu muito nessa tecla. Estamos todos vivendo crises muito complicadas na democracia”, afirmou o educador.

 

Identidade. Outra questão levantada no encontro foi o pertencimento à América Latina. O educador do Camará disse que saiu do encontro ‘batizado’. Segundo ele, a necessidade de firmar a identidade latina é urgente.

 

“Para mim, enquanto experiência pessoal, o processo foi interessante porque foi um ‘batismo’ latino-americano. Eu tenho a convicção que o Brasil tem uma colonização diferente e uma síndrome de oprimido que quer ser opressor. A gente não se mistura com a América latina. Nós achamos que somos muito. Somos o maior país da América Latina e com o nariz empinadíssimo para as políticas. Consumimos apenas produção europeia e norte-americana, completamente descolado de quem é o povo latino americano. Discutimos muito o quanto os países se isolam e acabam por produzir sempre de forma colonizada”, afirmou o psicólogo.

 

O educador contou que as articulações promovidas durante o encontro permitiram que o Camará se associasse ao Conselho Latino Americano de Ciências Sociais, o que permitirá maior produção de pesquisa. “A gente vai se tornar centro membro. O que isso abre para nós? A possibilidade de produzir pesquisa de mestrado, doutorado e pós-doutorado no Camará. A ideia é que não só a gente produza as nossas pesquisas, façamos parcerias com outros países. Pesquisadores que possam estar aqui para discutir a nossa metodologia, conversar e perceber quais as nossas similaridades e o que conseguimos produzir juntos”. 

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